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O que é um negócio evolutivo?

O que é um negócio evolutivo?

Redação: Vânia Cristina Pereira Cabral | Revisão: Rafael Guimarães Pereira

Negócio pode ser entendido como qualquer atividade em que mobilizamos nossas energias para produzir, distribuir, vender ou realizar alguma coisa. Quando pensamos em negócios tradicionais, sua avaliação já é bastante conhecida e difundida: normalmente passa pela análise dos resultados financeiros, da participação no mercado, da satisfação dos clientes, do ambiente interno da empresa, entre outros aspectos. Como requisito regulatório, a empresa também pode ter certificações de produtos e processos, de acordo com sua vontade ou com as exigências do mercado.

Quando falamos em negócio evolutivo, porém, o patamar é outro. Não porque a sobrevivência da empresa e os indicadores tradicionais deixem de ser importantes. Eles continuam sendo válidos. O que fazemos é ampliar a régua de avaliação e colocar a consciência no centro da atenção de qualquer negócio. Nas palavras de Marques e Zolet [1], um empreendimento evolutivo se baseia em três pilares principais: ter um propósito evolutivo, utilizar meios cosmoéticos e obter resultados interassistenciais. No Empresograma, trabalho de Conter et al. [2], encontramos 280 questionamentos, distribuídos em quatro eixos principais, que nos levam a refletir sobre a qualidade do nosso negócio sob o prisma do paradigma consciencial e de forma multifacetada.

Para mim, pessoalmente, um negócio evolutivo é aquele que contribui para o crescimento pessoal do empreendedor, além do crescimento do próprio empreendimento. A partir desse crescimento, o empreendedor passa a contribuir também com aquilo que está ao seu redor: clientes, fornecedores, colaboradores e outras pessoas com quem se relaciona por meio de sua atividade. Se ele cresce, pode ampliar também sua capacidade de contribuir com o seu entorno. Nesse sentido, o negócio é o seu campo de atuação.

A empresa deixa de ser apenas o lugar onde se busca resultado financeiro ou crescimento de mercado e passa a ser também um espaço no qual o empreendedor pode aplicar aquilo que está aprendendo, desenvolver-se e produzir efeitos positivos nas relações que estabelece. Isso amplia a própria ideia de sucesso empresarial. Não se trata apenas de saber quanto o negócio cresceu, quanto vendeu ou qual participação conquistou no mercado, mas também de observar o que esse empreendimento está produzindo nas pessoas que dele participam.

E você já considerou ter um negócio próprio? Já pensou que uma atuação nos negócios pode ser também um campo para o próprio crescimento e uma forma de contribuir com o crescimento daqueles que estão ao redor? Será que existem pessoas transformando seu entorno justamente a partir de uma atuação cosmoética nos negócios?

#EmpreendedorismoEvolutivo #NegócioEvolutivo #Cosmoética #Nordosudo

[1] CONTER, Adélio et al. Empresograma: Criterios para Evaluación de Empresas Concienciocéntricas. Epígrafe, 2024. [2] MARQUES, Fabio; ZOLET, Simone. Fundamentos da Liderologia Interassistencial. Revista Conscientia, v. 28, n. 3, p. 384-393, 2024.