O que é prosperar, afinal?
Redação: Rafael Guimarães Pereira | Revisão: Vânia Cristina Pereira Cabral
O que é prosperar, afinal?
Podemos prosperar enquanto todos os demais não vão bem? Essa é uma crença irracional ou existe alguma condição interassistencial que relaciona a nossa prosperidade à prosperidade daqueles que estão ao nosso redor? Estamos acostumados a pensar em prosperidade dentro de uma lógica de soma zero: para alguém ganhar, outra pessoa precisa perder. Se alguém está ganhando, então alguém necessariamente está perdendo.
Mas será que precisa ser assim? É possível que todos ganhem dinheiro? É possível existir criação contínua de valor no mundo sem que a prosperidade de uns dependa necessariamente da perda de outros?
Talvez existam tipos específicos de negócios ou formas de negociar que permitam que todos os envolvidos prosperem. E talvez uma parte da questão esteja nos indicadores que escolhemos para definir o que é prosperidade. As finanças precisam ser positivas. Uma empresa precisa ser financeiramente sustentável para continuar existindo.
Mas será que sustentabilidade financeira, por si só, define a prosperidade de uma empresa? O que mais estamos produzindo quando uma empresa prospera? Estamos melhorando as relações entre as pessoas? Estamos criando ambientes mais saudáveis? Estamos desenvolvendo pessoas? Estamos gerando conhecimento? Estamos contribuindo para que outras pessoas também prosperem?
E, se estamos falando de multidimensionalidade, será que existem paraindicadores que ainda não estamos considerando?
A melhoria dos ambientes intra e extrafísicos não poderia também ter algum valor quando pensamos em prosperidade? Como medir aquilo que não aparece diretamente no balanço financeiro, mas que pode influenciar o desenvolvimento das pessoas e das relações?
No final das contas, empresas são formadas por pessoas. E, falando de pessoas bem-intencionadas, podemos pensar que as empresas existem, em sentido mais amplo, para melhorar o mundo. Dentro de uma perspectiva multidimensional e bioenergética, uma empresa pode oferecer um ambiente propício para que as pessoas realizem suas reciclagens intraconscienciais, pratiquem a interassistência, exercitem a autocosmoética e persigam seu propósito evolutivo pessoal.
Nesse caso, talvez a pergunta sobre prosperidade precise ser ampliada. Não apenas quanto dinheiro a empresa gerou, mas o que ela gerou além do dinheiro. Quantas pessoas se desenvolveram? Que relações foram construídas? Que ambientes foram melhorados? Que oportunidades foram criadas para que outras pessoas também prosperassem? Se prosperidade for apenas acumulação, continuaremos presos à lógica de que, para alguém ganhar, alguém precisa perder.
Mas, se pudermos ampliar o conceito, talvez seja possível pensar em empresas capazes de gerar valor econômico e, ao mesmo tempo, valor humano, relacional e evolutivo.
Que tal, então, pensar em Empresas Conscienciocêntricas? Nada mal esse negócio.
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