Mercados. Eles não existem de verdade; a realidade é feita de pessoas. O comportamento das pessoas deixa rastros, e a isso se denomina mercado. Palavras impessoais foram criadas para simplificar ou, como alguns preferem, para criar modelos. Modelos são úteis não só para estudar o passado, mas também para prever o futuro. E o dito mercado sintetiza o comportamento das pessoas no contexto econômico.
Modelos. Agora, com a IA, os modelos podem ser usados não só para fazer previsões, mas também para gerar ações, cujos efeitos repercutem e reforçam (ou não) os próprios modelos. Só que, agora, a velocidade é espantosa.
Portanto, a história do desenvolvimento dos mercados é a história do desenvolvimento humano, pelo menos em parte, ou na parte que mais toca o bolso.
Política. Alguns humanos acreditam ter mais direitos, em geral, do que outros. Portanto, usam sua influência para criar, alterar ou suprimir leis. Porque, na prática, atualmente, é por meio das leis que as coisas funcionam, pois elas delimitam as pessoas e, portanto, o mercado.
Engenharia. É, portanto, importante observar como estão estruturadas a engenharia dos tributos, dos gastos públicos e da própria estrutura do Estado.
Influência. Logo, fica fácil perceber por que quem pode influencia a política e as leis, para modificar padrões na sociedade e, consequentemente, na economia. Ou seja, mover o mercado na direção de seus interesses.
Interesses. Então, os tais mercados não se desenvolvem ao sabor da sorte, mas movidos por interesses mais ou menos cosmoéticos.
Existem também especificidades da fatia do mercado em que você, eu, enfim, todos nós atuamos. São regras do jogo diferentes para cada ator do mercado. Então, dependendo do seu produto (alimento, remédio, terra, minério, prestação de serviços etc.), você estará sujeito a tributações e regulamentações diferentes.
Os países manipulam isso internamente, com seus concidadãos, visando principalmente ao controle do capital e do poder, atraindo mais votos. Entre países ocorre o mesmo, cada um buscando o melhor para si e deslocando a balança a seu favor.
Mas será que precisa ser desta forma?
Como eu, como a minha empresa, podemos contribuir para o melhor de todos, para o desenvolvimento de um mercado que gere resultados interassistenciais?
Penso que refletir, formular muitas perguntas, elaborar muitas hipóteses e ir buscando respostas ao longo do caminho podem nos aproximar de uma forma de vida mais satisfatória e também nos aproximar uns dos outros.