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O produto está pronto para o mercado internacional?

O produto está pronto para o mercado internacional?

Você já perguntou para um artista se o seu quadro está pronto? Nem se arrisque. Talvez você acabe com tinta no cabelo. Uma obra quase sempre parece inacabada para quem a criou. Sempre há alguma coisa que poderia ser melhorada. Uma cor, um detalhe, uma forma diferente de representar aquilo que o artista imaginou. Curiosamente, mesmo quando viramos 180 graus o espectro e olhamos para a ciência, encontramos algo parecido. O conhecimento também está sempre em construção. Uma teoria pode ser aprimorada. Uma equação pode ganhar novas interpretações. Uma síntese pode ser aperfeiçoada. O que temos, quase sempre, é a melhor versão atual. Não necessariamente a versão definitiva. E talvez isso também valha para o seu produto. Não adianta esperar pelo produto perfeito para começar a pensar em exportação. Porque, se esperarmos pela perfeição, talvez nunca comecemos. Isso não significa, evidentemente, ignorar requisitos mínimos. Dependendo do produto, existem exigências sanitárias, regulatórias, de rotulagem, desempenho, segurança e muitas outras que precisam ser atendidas. Mas existe uma diferença importante entre adequar um produto e esperar que ele esteja perfeito. Para quem produz e vende a partir do Brasil, já estamos acostumados a atuar em um ambiente regulatório exigente, com instituições como a Anvisa, o MAPA e tantas outras, dependendo do setor. Isso nos dá experiência. E, com a informação e a ajuda adequadas, podemos compreender as exigências de outros mercados e avaliar quais adaptações são necessárias. Por isso, talvez um dos primeiros passos não seja perguntar simplesmente se “meu produto está pronto para exportar?”, mas definir para onde queremos exportar. Essa resposta muda muita coisa. Cada mercado tem suas próprias características. Regulamentações, hábitos de consumo, formas de comunicação, canais de venda e expectativas podem ser diferentes. Definir um mercado ajuda a orientar a análise sobre eventuais adequações do produto. Talvez seja necessário mudar uma embalagem, talvez uma informação no rótulo ou talvez o posicionamento. Ou talvez o produto esteja muito mais preparado do que imaginávamos. O importante é que o objetivo de exportar deixe de ser apenas uma ideia vaga. É preciso transformar a intenção em uma meta e depois, começar a definir para onde queremos ir. Isso orienta não apenas as possíveis adequações do produto, mas também as ações de marketing, vendas e desenvolvimento daquele mercado. Os mercados são diferentes assim como os consumidores são diferentes. A comunicação também precisa considerar essas diferenças mas existe algo que continua sendo bastante universal: os clientes reconhecem bons produtos e bons atendimentos. E demonstram isso voltando a comprar ou indicando para outras pessoas. Por isso, antes de esperar que o produto esteja perfeito, talvez valha a pena perguntar se ele já entrega valor real para alguém. A partir daí, é possível aprender, adaptar, melhorar e evoluir. Porque o produto que exportamos hoje talvez não seja exatamente o mesmo que estaremos exportando daqui a alguns anos. E isso não é necessariamente um problema e pode ser justamente parte da evolução. Não espere pela versão definitiva do seu produto para começar a olhar para o mundo. Invista em fazer uma boa versão hoje — e esteja disposto a continuar melhorando amanhã.

#Internacionalização #Exportação #EmpreendedorismoEvolutivo #Nordosudo

. Redação: Rafael Guimaraes Pereira . Revisão: Vânia Cristina Pereira Cabral