← Voltar ao Blog

O continuísmo é apenas intrafísico?

O continuísmo é apenas intrafísico?

Redação: Rafael Guimarães Pereira | Revisão: Vânia Cristina Pereira Cabral

A pergunta desta semana do Empresograma é a número 009: "Qual o nível da autoconsciência multidimensional quanto à importância do continuísmo do negócio da sua empresa por várias gerações?"

Empresários querem que suas empresas prosperem, cresçam e, em muitos casos, continuem existindo depois de sua saída, seja pela passagem de bastão para um filho, seja pela venda do negócio. É raro aquele que realmente desapega. Na maioria das vezes, existe o desejo de que seu legado, materializado na empresa, permaneça por muitos anos mesmo após sua partida.

Penso que isso frequentemente ocorre porque foi na empresa que o empresário materializou seu propósito de vida, ou pelo menos acredita nisso. Se essa empresa opera dentro dos pilares do que entendemos como um empreendimento evolutivo, com propósito evolutivo, uso de meios cosmoéticos e busca por resultados interassistenciais, então é interessante que ela continue sua jornada. Isso porque, ao operar como um negócio evolutivo, a empresa passa a ser também uma escola prática da vida.

Um empreendimento com intencionalidade qualificada impacta os ambientes intrafísicos e extrafísicos. Os efeitos das reciclagens conscienciais são multidimensionais e reurbanizadores. Ao mudarmos nosso padrão de pensamentos, sentimentos e energias, promovemos mudanças nos ambientes extrafísicos que, por sua vez, reverberam em modificações nos ambientes intrafísicos.

Vejo uma sequência que pode formar um ciclo virtuoso: reciclagens intraconscienciais dos líderes, efeito halo nas consciências intra e extrafísicas, interassistência, alcance de massa crítica, reurbanização extrafísica e, então, reurbanização intrafísica.

Por isso, penso que o continuísmo por várias gerações depende da manutenção desse ciclo virtuoso. Não se trata apenas de manter uma empresa funcionando, preservar um CNPJ ou transferir sua administração para a geração seguinte. Trata-se de manter a qualidade daquilo que movimenta a organização e dos efeitos que ela produz. Uma empresa pode se sustentar dentro de um processo assediado? Em tese, sim. Porém, a hipótese que trabalhamos é a da empresa cosmoética, promotora da melhoria dos ambientes intra e extrafísicos, com potencial reurbanizador.

Do ponto de vista da realidade, portanto, as empresas são multidimensionais. Isso é um fato e um parafato, havendo ou não consciência disso por parte dos stakeholders. Uma hipótese que coloco é que essa organização terá maior potencial assistencial se seus líderes lidarem com essa realidade e pararealidade multidimensional de forma produtiva e, principalmente, evolutiva.

E talvez a questão do continuísmo comece justamente antes de pensarmos em quem assumirá a empresa depois de nós: o que, exatamente, queremos que continue?

#Empresograma #Continuísmo #EmpreendedorismoEvolutivo #Nordosudo