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Nem todo produto excelente vende no exterior. E isso não é um problema.

Nem todo produto excelente vende no exterior. E isso não é um problema.

O que define a excelência de um produto?

Quando falamos em excelência, é comum pensarmos em qualidade, tecnologia, design ou inovação. Tudo isso é importante, mas, para mim, existe uma pergunta ainda mais fundamental:

Para quem este produto realmente resolve um problema ou atende uma necessidade?

No fim das contas, não vendemos para um mercado. Vendemos para uma pessoa.

Essa pessoa faz parte de uma comunidade, que pode compartilhar características e necessidades semelhantes às de outras pessoas. Quando ampliamos a análise de uma pessoa para um grupo, começamos a construir um modelo de mercado. Esse grupo pode ser um bairro, uma cidade, um segmento de consumidores ou uma comunidade de interesses. Mercado, portanto, é um exercício de modelagem da realidade.

Entendo que o papel do empreendedor é justamente identificar para quem seu produto gera mais valor e, consequentemente, em quais mercados ele atende de forma mais eficaz.

As barreiras comerciais, como as atuais tarifas de importação e exportação, fazem parte dessa análise. Elas são relevantes para avaliar a viabilidade econômica de um projeto, mas estão longe de ser o único fator importante.

No meu ponto de vista, o ponto de partida deve ser outro:

O meu produto tem impacto real na vida daquele consumidor?

Esse consumidor pode estar na esquina da sua empresa, do outro lado do planeta ou, quem sabe, daqui a algumas décadas, em Marte.

Se um produto não resolve um problema real ou não atende uma necessidade concreta, dificilmente terá sucesso, seja no mercado local ou internacional.

Da mesma forma que nem todo produto vende no exterior, nem todo produto vende no próprio bairro onde foi desenvolvido.

Antes de pensar em exportar, vale a pena reduzir as incertezas.

Como fazer isso?

A forma mais eficiente é investir em preparação. Desenvolver a prontidão exportadora da empresa, organizar a documentação, compreender os aspectos regulatórios e preparar a operação para atender novos mercados com segurança.

Somente depois disso faz sentido prospectar clientes e acelerar as ações comerciais.

Se você pretende exportar para os Estados Unidos, por exemplo, uma boa pesquisa de mercado costuma ser um dos investimentos com melhor retorno. Ela é relativamente rápida, reduz significativamente o risco de decisões equivocadas e pode economizar muitos dólares em iniciativas de marketing e vendas pouco direcionadas.

No fim, exportar não começa quando o produto cruza uma fronteira.

Exportar começa quando entendemos profundamente para quem queremos gerar valor.

Se você já vende no Brasil e acredita que seu produto pode gerar valor também em outros mercados, talvez seja o momento de dar o próximo passo.

BoraExportar."Exportar é vender. Internacionalizar é desenvolver mercados."