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Mudar para melhor: estamos à altura desse desafio?

Mudar para melhor: estamos à altura desse desafio?

Redação: Rafael Guimarães Pereira | Revisão: Vânia Cristina Pereira Cabral

A pergunta desta semana do nosso Empresograma é a número 005: "Qual a capacidade real da empresa de se adequar com cosmoética às mudanças de mercado, considerando o melhor para todos?"

Antes de falar de empresas, talvez valha a pena olhar para o cenário mais amplo onde elas se encontram. Hoje, a discussão sobre ética é rara. Não é à toa que vivemos imersos em tantos problemas nessa seara. Vemos diariamente contraexemplos em todas as esferas e eles ganham muito mais espaço na mídia do que as iniciativas evolutivas. A grande pergunta é: a quem nossas crianças e jovens estão escutando? Quem são os exemplos que estamos oferecendo a eles?

A cosmoética é ainda mais ampla do que essa realidade cotidiana. Ela não se limita ao que vemos e medimos: abrange a multidimensionalidade e todos os veículos de manifestação da consciência, considera as bioenergias e o holocarma (reunião de todas as vidas de uma consciência e seu saldo, positivo e negativo). Em termos práticos, isso significa que precisamos correr atrás do prejuízo — porque, mesmo na ética mais básica e visível, já estamos atrasados.

No dia a dia de uma cidade grande como São Paulo, isso aparece de forma contundente na degradação de espaços, no desrespeito no trânsito (os números de acidentes e mortes são assustadores) e em violências e violações de vários tipos. Agora, com o início da campanha para o pleito federal, o nível do debate público segue muito baixo, e candidatos evitam debater. Governa-se pela força, deixando de fora a opinião pública, enquanto outros países, como a Suíça, realizam plebiscitos com frequência.

O que isso tem a ver com empresas e empreendedorismo? Só tudo, na verdade. A política está diretamente ligada à economia e ao mercado, basta olhar para o impacto de decisões como os recentes tarifaços internacionais sobre negócios de todos os portes.

Por isso, precisamos nos manter lúcidos para avaliar o mercado e suas mudanças, buscando sempre o melhor para todos. Somos uma pessoa só. Nosso exemplo pessoal e nossa atuação empresarial deveriam refletir essa mesma singularidade e coerência: não existe uma ética para a vida e outra para os negócios.

Buscar o melhor para todos é, também, uma forma concreta de colocar a cosmoética em prática, não como conceito abstrato, mas como critério real na hora de decidir como reagir às mudanças do mercado. E é assim, decisão a decisão, que caminhamos em direção a um mundo melhor e mais evoluído.

Na Nordosudo, seguimos acreditando que não temos essa resposta pronta, mas que a pergunta, feita com sinceridade, já é o primeiro passo.

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