Exportar é vender. Internacionalizar é desenvolver mercados.
Quando pensamos em exportação, normalmente imaginamos um produto atravessando uma fronteira.
Mas exportar é apenas uma parte da história.
Vender um lote para outro país é uma exportação.
Desenvolver um mercado internacional é algo muito maior.
Exportar é um processo, não um fim em si mesmo.
Para algumas empresas, faz parte da própria missão. Para outras, representa uma estratégia de crescimento e fortalecimento do negócio.
Entre os benefícios, podemos citar:
aumento da base de clientes;
diversificação de mercados;
redução da dependência de um único país;
hedge cambial natural;
exposição a diferentes moedas;
qualificação da operação;
aumento da visibilidade da empresa e da marca.
Mas, curiosamente, alguns dos maiores ganhos não aparecem imediatamente nos indicadores financeiros.
Ao internacionalizar seus negócios, a empresa passa a atrair profissionais com outro perfil e outras competências. Começa a se relacionar com empresas inseridas em diferentes realidades, culturas e formas de trabalhar.
Isso amplia a visão de mundo.
Muitas vezes desperta o interesse por novos idiomas, novas culturas, novas viagens e novas formas de fazer negócios.
E, talvez o mais importante, surgem oportunidades que sequer estavam presentes no planejamento estratégico original.
É nesse ponto que gosto de fazer uma distinção.
Exportar é vender.
Internacionalizar é desenvolver mercados.
Desenvolver mercado significa compreender profundamente o ambiente onde se pretende atuar.
Significa entender as necessidades e as dores daquele mercado.
Identificar onde seus produtos ou serviços realmente geram valor.
Construir uma estratégia.
Planejar.
Executar.
Também significa preparar não apenas os produtos, mas a própria empresa para operar com segurança, consistência e tranquilidade.
Significa compreender a cultura local, as formas de negociação, as expectativas dos clientes e a dinâmica competitiva.
Na maioria das vezes, o caminho mais racional é trabalhar inicialmente com parceiros locais que já conhecem aquele mercado.
Aprender com quem vive aquela realidade reduz riscos, acelera o aprendizado e permite que, no futuro, a empresa atue de forma cada vez mais independente.
No fim das contas, exportar e desenvolver mercados internacionais não são atos isolados.
São jornadas.
Jornadas que transformam empresas, ampliam horizontes, geram conhecimento, criam amizades e abrem oportunidades que dificilmente surgiriam permanecendo apenas no mercado doméstico.
Porque, para nós, na Nordosudo, existe uma diferença importante:
Exportar é vender. Internacionalizar é desenvolver mercados.
E desenvolver mercados significa construir presença comercial sustentável, não apenas realizar uma venda internacional.